29 de Janeiro: Dia da Visibilidade Trans.

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Como o título sugere, hoje é o Dia da Visibilidade Trans. Um dos meus objetivos nesse blog é derrubar certos preconceitos em várias áreas – e não posso esquecer da transfobia. Eu só não falo mais sobre esse tema porque, como vocês já podem ter percebido, eu prefiro escutar o que as pessoas trans tem a me dizer do que pesquisar meia dúzia de coisas na Wikipédia e escrever um texto. Tanto que esse é um dos poucos parágrafos que escreverei hoje. Vou deixá-los com um monte de links que falam sobre a transexualidade: sejam textos, vídeos, referências de transfeministas e artistas trans no geral. Afinal de contas, hoje é o dia da Visibilidade Trans.

  • Se você tem pouco ou nenhum conhecimento sobre transexualidade, antes de tudo sugiro que você siga a Daniela Andrade no Facebook. Ela é inteligentíssima e escreve como ninguém sobre a condição das mulheres trans no Brasil. O Canal das Bee tem um vídeo no qual a Daniela fala bastante sobre como a saúde pública encara as mulheres trans. O discurso dela é muito poderoso e vale a pena ler e escutar cada palavra.
  • A Revista Capitolina tem inúmeras matérias sobre o assunto – inclusive artigos muito bons falando de transexualidade na infância e na escola. Vale muito a pena conhecer e entender esse lado, para acolher cada vez mais crianças trans – e não impedi-las de ter uma infância e adolescência felizes no ambiente familiar e escolar. Afinal de contas, é assim que a mudança começa: com nossos filhos, na escola.
  • Leelah Alcorn tornou-se símbolo contra a transfobia ao cometer suicídio no fim de 2014. Ela deixou uma nota emocionante em seu Tumblr, inclusive mencionando que seus pais exigiam que ela fosse em terapeutas cristãos* que em nada ajudaram a lidar com sua depressão, inclusive piorando seu quadro. Aqui você consegue assinar uma lei norte-americana chamada Leelah’s Law, que proíbe as terapias de conversão em pessoas LGBTQ+. Ok, a lei vale pros Estados Unidos, mas eu acredito que não custa ajudar.
  • Falando de leis, é imprescindível que a Lei João Nery seja aprovada – ela assegura o direito à identidade de gênero. Você pode ler o projeto de lei aqui.  João Nery é psicólogo, tem 64 anos e é considerado o primeiro homens trans operado do Brasil. Veja aqui uma entrevista com ele e conheça mais!
  • A Maria Clara Araújo foi aprovada em Pedagogia pela UFPE na primeira chamada do Sisu. O que isso tem a ver? Ela é uma mulher trans e nessa matéria fala bastante sobre sua experiência.
  • Muitas pessoas usam o asterisco para se referir às pessoas trans: mas esse texto esclarece essa questão.
  • Nos Estados Unidos, Laverne Cox foi a primeira mulher trans a ser capa da TIME Magazine. Além de fazer parte do seriado Orange is the New Black – onde interpreta Sophia, ela está se destacando cada vez mais como atriz e ativista. Infelizmente os melhores vídeos dela discursando não tem legendas em português, mas essa entrevista para o site LadoBi está sensacional.
  • Janet Mock lançou o livro Redefining Realness (que infelizmente ainda não foi traduzido para o português), que fala sobre sua vida como mulher trans, além de ter sido contratada para escrever na Marie Claire americana.
  • A Prefeitura de São Paulo lançou o programa Transcidadania, que oferece suporte e qualificação profissional a travestis e transsexuais. Dá pra saber mais aqui e ver como esse programa está sendo aplicado nessa matéria do iGay.
  • O site Blogueiras Negras conta um pouco da história de 5 mulheres negras que abriram o caminho.
  • Jaqueline Gomes de Jesus escreveu um ótimo texto no site Blogueiras Feministas sobre privilégio cisgênero (e consequentemente rever esse privilégio)
  • Também no Blogueiras Feministas, Andreia Lais Carelli escreveu sobre como a sociedade torna as pessoas trans invisíveis e marginalizadas.
  • O blog Batatinhas é dedicado a falar sobre identidades não-binárias – e é extremamente importante entendermos que não existem apenas homens e mulheres trans, e sim que a identidade de gênero é fluída e pode assumir muitas formas.
  • A artista trans curitibana Raine Holtz lançou hoje no Kickante seu projeto de crowdfunding do novo álbum “Confluence – The Rivers of Sorrow”. A música de Through Waves é algo fora desse mundo, e vale muito a pena apoiar essa iniciativa tão bela. Para mais informações, curta a página no Facebook.

Espero que esses links ajudem de alguma forma a abrir a cabeça de algumas pessoas, a entender que transexualidade não é doença e que essas pessoas devem ser respeitadas e incluídas na nossa sociedade.

*Quando me refiro a terapeutas cristãos, me refiro aos ‘profissionais’ que trabalham em cima da própria religião e não adotam uma postura neutra na hora de clinicar. Para um exemplo brasileiro, pensem na Marisa Lobo. Eu repudio esse tipo de postura profissional e essas “terapias de conversão” deveriam ter sido banidas há muito tempo atrás.

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